Em artigo recente publicado no site Fazendo Média, Gustavo Barreto defende o Vale Cultura. Entretanto, essa não é a melhor maneira de privilegiar o trabalhador brasileiro que ganha até 5 salários mínimos, já que muitas vezes com esse salário não pode manter com dignidade sua família com gastos essenciais com moradia, transporte, educação, saúde e alimentação.
Gustavo Barreto argumenta que a cultura é essencial para o ser humano, porém mais importante é comer, vestir, cuidar da saúde e educar os filhos. Diante disso, é inevitável concordar que a cultura é importante, mas para tendê-la é melhor o governo promover uma política de recuperação do poder aquisitivo dos trabalhadores, para que eles possam consumir cultura sim, mas também atender suas necessidades básicas.
Assim, cada família gasta o que quer e o que pode com eventos e aquisições culturais, não a imposição de R$ 50,00 obrigatórios.
Além de melhorar o poder aquisitivo dos brasileiros, uma outra forma de incentivar a cultura é oferecer mais eventos gratuitos para toda a população e ampliar a abrangência da Lei Rouanet, de incentivo à produção cultural.
Com estas duas medidas, torna-se mais evidente a consciência cultural dos cidadãos, que serão inseridos no universo cultural pelo seu poder aquisitivo e oferta de cultura gratuita, tendo assim supridas suas necessidades de “comida, diversão e arte”.
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