segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Quadro de Argumentos

Questão polêmica:
Informação:
Em pequisa realizada pela ONU o Brasil ocupa o oitavo posto de país de maior desigualdade social do mundo, ou seja, ele comporta uma grande diferença no padrão de vida entre pobres e ricos. Nas últimas décadas, a violência urbana transformou-se num dos grandes problemas da sociedade brasileira. Apesar de o Brasil não se encontrar entre os países de  maior índice de mortes por causas violentas, ele foi um daqueles em que se verificou crescimento desse indicador no período de 1979 a 1990
Argumentos
SIM
NÃO
Autoridade
 Não é a pobreza  que gera violência, mas sim as desigualdades sociais, que são mais evidentes nos grandes centros do país. Não é possível conviver com tanta desigualdade e não se revoltar.
Fonte: Marcelo Isaías, sociólogo, especialista em violência urbana, citado em reportagem do jornal “Fatos”
A violência causada pelo desemprego, pelo consumismo exagerado, pelo aumento do uso de drogas e por outros problemas relacionados Às políticas públicas de Educação, Habitação, Trabalho, Segurança, etc

Fonte: Márcio Telles Queiróz, sociólogo, em entrevista para o jornal “A cidade”
Evidência
Entre 1999 e 205 o número de homicídios no Brasil passou de 40 mil por ano para 45,7 mil, período em que o índice de desigualdade social cresceu assustadoramente. O aumento de homicídios ocorreu em cidades onde o crescimento das desigualdades foi maior.
Fonte: Instituto contra a violência
Cidades pequenas em que não existe desigualdade social e os moradores tem um padrão de vida relativamente semelhante, não estão livres de violência. Fonte: Fernando Pereira, historiador
Exemplificação
No caso de cidades pequenas, o que fica claro é que as medidas tomadas pelos prefeitos visando diminuir a desigualdade social na região provocam também uma queda nos índices de violência.
Fonte: Jornal “A Gazeta da Região Sudeste”
A violência urbana aumentou muito com o crescimento do tráfico de drogas. Os responsáveis pela violência são aqueles que consomem drogas  não as desigualdades sócias.
Fonte: Carlos Garcia Petro, economista
Princípio
O apelo ao consumo aumenta o sentimento de exclusão social, daqueles que não podem comprar os bens valorizados pela elite. Isso provoca nos que estão em situação de desigualdade o uso da violência.
Fonte: Plínio Bastos Silva, Coordenador da ONG Amigos da Cidade
A falta de carinho e atenção na infância e na juventude pode levar ao crime indivíduos de qualquer classe social.
Fonte Maria Aparecida Vilhena, redatora da revista “Cuide de seu filho “
Causa e consquência
 Cidades em que são chamadas áreas nobres e as comunidades de baixa renda são próximas apresentam maiores índices de violência. A convivência diária e constante com a desigualdade aguça a revolta e, por conseqüência, leva ao crime.
Fonte: Eduardo Coutinho Prado, geógrafo
A dificuldade em conseguir o primeiro emprego tem relação direta com o aumento da violência, pois o jovem passa a ver o ingresso na criminalidade como uma possibilidade de sobrevivência.
Fonte: Cristiana Maria Penha, economista

Lucenir
Retirado de Q.P. Manual do Professor – Olimpíada de Língua Portuguesa

Não é a desigualdade que causa a violência

Apesar da economia em alta, o Brasil é hoje, segundo pesquisa da ONU, um país campeão em desigualdade social.
                A violência aumenta assustadoramente nos grandes centros e consequentemente aumentam os sistemas de segurança por parte da sociedade.
                Mas a desigualdade social gera violência?
                Acredito que gera conflitos e um mal-estar no ser humano,  prejudicando-o em viver dignamente.
                Todo cidadão tem o direito À saúde, educação, moradia, lazer  e uma comida digna e para isso acontecer é necessário um trabalho justo e honesto.
                A pobreza não é sinônimo de bandidagem, pois há pessoas boas vivendo em favelas e pessoas desonestas morando em condomínios de luxo.
                O crime prejudica muito mais a pobreza do que os ricos, pois o pobre não pode pagar pela segurança dele e de sua família.
                Entretanto, essas pessoas tentam sobreviver nesse mundo violento e capitalista, onde a lei é para a minoria.
                Portanto, não é a desigualdade que acarreta a violência e sim as drogas, maus tratos,  a falta de amor entre as pessoas, falta de trabalho digno e principalmente o respeito uns com os outros.
                É difícil encontrar soluções para tantos problemas, mas para uma sociedade mais justa seria primordial mais vontade por falta de governantes, pessoas cumprindo seus deveres, lutando e acima de tudo, refletindo sobre seus direitos na sociedade.

Lucenir

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Questão polêmica:
Restringir a propaganda de bebidas alcoólicas diminui  o consumo?
Vários povos produzem e consomem bebidas alcoólicas há centenas de anos, mas o excesso de consumo sempre foio motivo de preocupação e de crítica. No Brasil, a primeira lei  a regulamentar a publicidade  sobre bebidas alcoólicas é de 1996. Depois dessa lei a propaganda desse tipo de produto na televisão com de 13% de teor alcoólico, com excessão do vinho e da cerveja, só pode ser feita entre 21h00 e 6h00.
Argumentos
SIM
NÃO
Autoridade
As pesquisas sobre a relação de publicidade de bebidas alcoólicas e o consumo juvenil indicam que as campanhas se estruturam para associar o álcool a dois grandes  desejos dos jovens: prestígio social e sexual.
Fonte: Ivan Souza, psicólogo especializado em estudos de prevenção ao uso de álcool e de outras drogas
O álcool é uma droga depressora do sistema nervoso central. Quem o usa em excesso procura resolver problemas pessoais, independentemente das propagandas veiculadas pelas mídias
Fonte: Regina Helena, médica do Hospital Geral
Evidência
As pesquisas demonstram que crianças expostas À propaganda de bebidas alcoólicas iniciam o consumo mais cedo.
Fonte: Jornal O Brasil e o Mundo
A proibição da propaganda de bebidas alcoólicas não é a solução. Diversaas  pesquisas demonstram que em países onde o consumo de álcool foi restringido a corrupção aumentou, com a produção e o comércio ilegal de bebidas.
Fonte: Jornal Papel Paulista
Comparação
Estudos comprovaram que em países que restringiram a publicidade de bebidas o consumo entre os jovens diminuiu.
Fonte Ângela Garcia, jornalista
Proibir a propaganda de bebidas não evita o consumo. A proibição da propaganda de cigarros não fez com que se diminuísse o número de fumantes.
Fonte: Nelson Pinheiros, publicitário
Exemplificação
Em regiões em que a propaganda de bebidas alcoólicas é liberada o consumo de álcool entre os jovens cresceu progressivamente até chegar a 50m drinques mensais aos 25 anos.
Fonte: Jornal O Brasil e o Mundo
Há quarenta anos, por exemplo, a força da publicidade na vida dos indivíduos era bem menor, nem por isso as pessoas bebiam ou fumavam menos.
Fonte: Eugênio Del Bosco, médico
Princípio
Uma das tarefas do governo é controlar as mídias, pois seus conteúdos estão cada vez piores. Isso inclui a veiculação de propagandas.
Fonte: Beatriz Costa, professora de ensino médio
O governo não pode determinar o que os cidadãos vão comer ou beber. Restringir a propaganda de bebida alcoólica é interferir no livre-arbítrio do indivíduo.
Fonte: Pedro Paulo, estudante de jornalismo
Causa e Consequência
Se há incentivo ao consumo, é claro que ele aumenta. Se não fosse assim, por que as empresas investiram tanto em publicidade dos mais diversos artigos? Com as bebidas acontece a mesma coisa.
Fonte: Luis Eulálio, especialista em psicologia comportamental.
Anunciar cerveja e cigarro é um direito. Se é permitido vender, então é permitido anunciar.
Fonte: Andrea Estevão, publicitária


Retirado de Q.P. Brasil - Manual do Professor – Olimpíada de Língua Portuguesa- Escrevendo o Futuro

Sandra

Propaganda e consumo

Permitir que propagandas sobre bebidas alcoólicas sejam veiculadas somente entre 21h00 e 6h00 é uma medida necessária para diminuir o consumo, pois se há incentivo o consumo aumenta, ao contrário de alguns que argumentam que há tempos atrás, a propaganda não era tão disseminada e nem por isso as pessoas bebiam menos.
                A propaganda é um grande incentivo ao consumo, principalmente para jovens e adolescentes, que são ainda mais influenciáveis pelas belas imagens de mulheres e homens bonitos e elegantes, carros, motos e festas. A grande influencia sobre esse público é comprovada, já que de acordo com o jornal “O Brasil e o Mundo”, em regiões em que a propaganda  de bebidas alcoólicas é liberada o consumo de álcool entre jovens cresceu progressivamente até chegar a 50 drinques mensais aos 25 anos.
Além disso, as pesquisas apontam que crianças expostas à propaganda de bebidas alcoólicas iniciam o consumo mais cedo, podendo inclusive tornar-se alcoólatra em idade madura.
Portanto, não se trata de ressuscitar a censura dos tempos da ditadura ou interferir no livre arbítrio de cada um, como alguns podem dizer,  mas pela saúde e harmonia entre as pessoas, é necessário que o governo mantenha um controle sobre as mídias e crie leis que visem acabar com o estímulo ao consumo de bebidas alcoólicas, através da restrição ou mesmo proibição desse tipo de propaganda.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Parágrafo argumentativo

A política de cotas para negros nas Universidades pretende ser um marco para corrigir as injustiças com esse povo renegado pela História, porém essa não é a melhor maneira de se resolver o problema, visto que os mesmos podem sentir-se ainda mais discriminados por não terem a mesma competência que os brancos.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A gente quer comida e arte

Em artigo recente publicado no site Fazendo Média, Gustavo Barreto defende o Vale Cultura. Entretanto, essa não é a melhor maneira de privilegiar o trabalhador brasileiro que ganha até 5 salários mínimos, já que muitas vezes com esse salário não pode manter com dignidade sua família com gastos essenciais com moradia, transporte, educação, saúde e alimentação.
                Gustavo Barreto argumenta que a cultura é essencial para o ser humano, porém mais importante é comer, vestir, cuidar da saúde e educar os filhos. Diante disso, é inevitável concordar que a cultura é importante, mas para tendê-la é melhor o governo promover uma política de recuperação do poder aquisitivo dos trabalhadores, para que eles possam consumir cultura sim, mas também atender suas necessidades básicas.
                Assim, cada família gasta o que quer e o que pode com eventos e aquisições culturais, não a imposição de R$ 50,00 obrigatórios.
                Além de melhorar o poder aquisitivo dos brasileiros, uma outra forma de incentivar a cultura é oferecer mais eventos gratuitos para toda a população e ampliar a abrangência da Lei Rouanet, de incentivo à produção cultural.
                Com estas duas medidas, torna-se mais evidente a consciência cultural dos cidadãos, que serão inseridos no universo cultural pelo seu poder aquisitivo e oferta de cultura gratuita, tendo assim supridas suas necessidades de “comida, diversão e arte”.